domingo, 8 de março de 2009

Who’s watching the watchmen?


A god trapped out side of time…

In every medium, in every art form there comes a time when a sacred monster is given birth by Man. Both by those who believe in it and those who don’t. In motion picture I call it “Citizen Kane” while in comic book world I call it “Watchmen”. It has nothing to do with liking it but with acknowledging it’s existence.
And now it is done, the monster has barred a child. Is it still a monster? Will it fit into any of the worlds from which it originated? Will it even be recognized by them or rejected like a failed experiment?
I believe that like most half-breeds it will be recived with both praise and hate but especially hate. Praise by those who wish to praise but themselves. Hate by those who hate beforehand. I see it becoming a symbol for a fever that has no real chance of survival but to evolve into something completely different. Perhaps a name to be quoted as a bridge in some introduction to something else.
But what of the monster in itself, who is he really? I see him like a hard working chap that despite the long quarrels with both sides of the family has turned out to be more of his father’s son then ever thought possible. The same principles of being stand in both child and parent, the same nature. And that nature is a series of questions that together form something more than a question. Together and without a single answer the conjugation of all those questions gives birth to an idea, and when that idea is molded by human hands into something real, art is born. The question is the soul of art, and the son shares the soul of the father.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

wall-e


não sei onde nem quando ouvi a historiazinha do rapaz que teria, a titulo de experiência, criado isolado do mundo pelo seu pai. assim viveu até à adolescência, altura em que finalmente foi levado a ver o mundo exterior. permaneceu calado observando as árvores e os animais até que finalmente perguntou ao pai, O QUE É AQUILO??? era uma mulher...
aqui temos um robô como tantos outros iguais a ele deixados na terra para recolher e empilhar todo o lixo que a tornou inabitável. passado centenas de anos, já não me lembro quantos, apenas ele resta. todos os outros deixaram de funcionar pelas mais diversas razões. ele, por seu lado, continua activo apesar de defeituoso. mas, como em tantas outras coisas, o seu maior defeito é a sua maior virtude. desenvolveu uma personalidade. e uma personalidade bastante curiosa. essa personalidade e essa curiosidade é que o matem vivo, a trabalhar e a procurar por coisas novas e interessantes num mundo cheio de tudo o que os humanos deixaram para traz. cheio de coisas mas extremamente solitário.
até que um dia vê um ponto vermelho no chão.
depois do ponto vermelho a sua personalidade muda. não que mude para outra coisa diferente mas muda por acréscimo. agora a melhor maneira de a descrever não será curiosa mas sim APAIXONADA.
e o AMOR é lindo!!!! é puro, nada pede e tudo dá sem sem sequer sentir que se está a dar o que quer que seja pois tudo é partilhado de coração aberto. e dois passam a ser um... conjunto... uma equipa. e a partir deste ponto nada mais interessa desde que se possa andar de mão dada.
ele é doce, desajeitado e inteligente mas acima de tudo um romântico incurável. ela é boa cumó milho, graciosa e pragmática, uma verdadeira guerreira. foi-me impossível não me apaixonar desde o primeiro momento em que ele a vê. da mesma maneira que qualquer gaja, quando vir a candura com que ele lhe segura no guarda-chuva para ela não se molhar irá dizer qualquer coisa como, trengo!! e sentirá um calorzinho no coração.
uma comédia romântica que é grande comédia e mesmo muito romântica. do romantismo já falei e é o que me interessa mais... enfim. mas numa de acabar com isto tenho que dizer qualquer coisa sobre a comédia. é um tipo de comédia que não se muito hoje em dia. actualmente a maior parte dos comediantes recorre à piada falada. aqui temos uma comédia física com diálogos praticamente inexistentes. fez-me lembrar os dias do cinema mudo e da suas comédias tão simples e ... românticas no fundo. não ia dizer isto porque de certeza que alguém vai gritar BLASFÉMIA!!!! mas fez-me lembrar o "city lights", quem não sabe que filme é este-TRENGOS!!!!!!!!!!!!!!!
e para acabar--o Amor é lindo, bjinhos fofos

segunda-feira, 5 de maio de 2008

gelado de chocolate


pois é cá está a receita definitiva ;)
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ingredientes:
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- 6 ovos
- 1 lata de leite condensado
- 2 pacotes de natas (não daqueles pacotinhos tetrapack para cozinhar, das que estão no frio é melhor)
- 1 barra de chocolate de culinária, 200 g acho eu, tamanho normal, vem logo quais são.
- 1 lata 200 ml de leite de coco
- 1 pacotinho de coco ralado, o mais pequeno que encontrarem serve, é só para por por cima
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preparação:
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num tacho médio junta-se o leite condensado e as gemas dos 6 ovos. misturem as gemas no leite condensado e juntem o chocolate e metade da lata de leite de coco.
a lata de leite de coco normalmente vem com um liquido semi-transparente por baixo e uma gosma branca por cima. normalmente agitarse-ia antes de abrir para misturar as duas. não façam isso. a parte a juntar e só a de cima, branca e mais espessa.
com tudo isto no tacho liguem o bico no mínimo e mexam com uma colher de pau. esta é a única parte chata do gelado pq vão ter que ficar a mexer constantemente durante uns 10-15 min ate a mistura engrossar. até que ponto é difícil de dizer mas ao inicio o conteúdo do tacho será bastante liquido, quando notarem que realmente já engrossou e vos doí um bocadinho o braço provavelmente esta.
SEMPRE A MEXER PARA NÃO QUEIMAR NEM DEIXAR AS GEMAS GRUMAR.
depois disto o gelado ta basicamente pronto. enquanto deixam o tacho arrefecer batam as natas em chantili e as claras dos ovos em castelo.
eu gosto de juntar primeiro as natas e depois as claras ao conteúdo do tacho, na taça onde vai ficar o gelado.
este juntar requer um bocado de paciência e carinho. não podem mexer as natas e as claras com o chocolate bue de rápido para ser mais rápido de juntar senão o trabalho que tiveram a bater tanto as natas com as claras vai por agua abaixo. chama-se envolver e é feito com calminha. vão ver que há sempre mais chocolate para ir buscar ao fundo da taça.
depois disto tem o gelado feito.
como usei leite de coco lembrei-me de polvilhar com coco ralado por cima mas o gelado em si não sabe a coco pq o leite de coco é bastante suave e de qq maneira o chocolate abafa qq réstia de sabor a coco por isso podem por outra coisa qq por cima se quiserem ou não por nada mesmo. se quiserem polvilhar o coco por cima é boa ideia deixalo a nadar no que sobrou da lata de leite de coco enquanto fazem o gelado senão fica um pouco seco. retirem qq excesso de liquido e ao polvilha-lo por cima do gelado o coco ralado vai estar todo pegajoso por isso usem as mãozinhas para desfaze-lo enquanto polvilham senão ele vai-se afundar como se fosse areia movediça.
o coco ralado é completamente opcional podem cobrir com morangos, ou com ainda mais natas ou o que bem vos apetecer. se não chegar de chocolate ainda podem por bolachas tipo chipmix semi-desfeitas lá pelo meio, enfim inventem...
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servir:
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antes de comer o gelado tem que ficar no congelador umas horas. de preferência façam-no no dia anterior ou ao almoço para comer à noite.
convém tira-lo do congelador uma meia-horita antes de servir. tipicamente pode ser quando começarem a comer a refeição.
bom apetite ;)
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p.s. isto pode parecer muita coisa mas é fácil de fazer a única parte chata é tar a mexer o preparado do tacho ao inicio. depois de fazerem a primeira vez conseguem faze-lo em meia-horita.
e já agora a foto não é do gelado como devem imaginar...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

sem palavras...



p.s. uma para as meninas pa não ficarem tristes ;)

gelado de chocolate


hoje vou fazer meu primeiro gelado de chocolate assumido. vai ser uma espécie de versão caseira do fever ou passion, nunca sei, for chocolate. ainda estou indeciso entre os bocadinhos de brownie ou de bolacha de chocolate lá pelo meio. provavelmente serão as bolachas porque os bocadinhos de brownie provei no outro e sei que ficam bem. assim sempre aprendo qq coisa.
isto tudo para fugir ao que realmente queria dizer... queria tanto fazer este gelado para ti! engordavas logo uns kilitos ;)

henry&june


revi o "henry&june" aos bocados. intermitentemente num misto de saborear e de difícil de engolir.
lembrava-me de muito pouco, mas à medida que o filme ia passando ia-me relembrando e lembrando do que senti à tantos anos atrás quando o vi pela primeira vez. as partes que mais me tinham marcado e as que nem por isso e por isso mesmo agora me tomaram de surpresa. ai ai a maria de medeiros... perto dela a uma thurman parece tão vulgar.
uma coisa que não me lembrava era do ar teatral que se respira durante o filme, como se conseguisse cheirar a madeira velha de um teatro qualquer. outra coisa que não me lembrava era da inocência, se calhar candura é melhor, que nos embala e rodeia lentamente como um nevoeiro que não se chegar. por isso mesmo as partes mais tensas, violentas, são verdadeiramente angustiantes pelo contraste com tudo o resto.
deu-me vontade de escrever...
um dos pormenores que não me lembrava e me surpreendeu é que ela só publicou certas coisas depois do marido morrer. respeito é muito bonito e eu gosto, dizia a minha mãe. um toque de classe extra.
para acabar apetece-me ir ao inicio. o titulo. aqui esta outro toque de classe extra. algo que parece óbvio, mas que nas mãos erradas podia muito bem ter sido "anais" ou assim qualquer coisa. digo isto porque o filme é realmente sobre ela e no fundo ela é a única real pessoa do filme com os outros sempre em segundo plano. a evolução, o crescer é todo dela enquanto os outros são mais pedras de diferentes tamanhos e feitios. e apesar de alguns serem deslocados pelo vento acabam o filme sendo a mesma pedra do inicio com uma face diferente virada para cima. a maria de medeiros faz-me mais lembrar as sementes de um dente de leão que com esse mesmo vento se liberta da planta e vai percorrer novos caminhos.
bem já tou a ficar meloso...aquele vestido de renda...já me tinha esquecido porque é que lhe achava tanta piada. maria de medeiros

divagações

é difícil não dramatizar. tentar fazer cada problema o maior do mundo... faz-me lembrar de tentar deixar de fumar.
ninguém consegue resolver os maiores problemas do mundo e assim a absolvição parece um passo mais próximo apesar de nunca chegar.
a culpa instala-se no estômago como quase tudo que vale a pena. desde a comida ao Amor e ao ódio ... devia existir um oposto à letra maiúscula, algo que a encontrasse do outro lado do meio que é a norma, algo singelo que exprimisse mesquinhez e inveja.
apesar de tudo, pintar um sonho sobre o céu, sobre voar, sobre ir à lua, sobre cair no oceano e afundar até tocar na areia que nunca viu a luz do sol parece-me menos difícil do que fazer algo real e cru.
toda a gente sentiu a realidade tocar-lhe na pele. aquele arrepio de frio qual beijo gelado que o vento gostaria de dar... por muito que se descreva nunca chegará perto do que se sente a caminhar numa manha de janeiro à beira mar um dia antes da tempestade rebentar. o cheiro do mar por todo lado, o vento húmido que nos fustiga a cara, a electricidade que quase não se sente mas se adivinha no estômago.
o Amor e a guerra... impossíveis de descrever, impossíveis de não sentir. nunca fui à guerra, nunca matei. mas já amei ...